o final do caso de cárcere privado em santo andré que a mídia tem urubuzado desde segunda-feira foi burlesco. só mesmo a polícia de são paulo consegue a proeza de, em um esforço de resgate, salvar o criminoso e mandar as vítimas para o hospital.

pode ter certeza que esse desastre vai respingar, e muito, na campanha eleitoral da prefeitura. a tentativa de colar a imagem de gibinha ao governador burns pode ter um resultado péssimo se for comprovada a provável incompetência da polícia na operação de resgate.

a ex-namorada do criminoso saiu inconsciente e sangrando muito. sua amiga saiu andando, mas depois foi colocada numa maca, com colar de proteção para a coluna vertebral, e havia sangue em seu rosto, o bastante para fazer o jornal parecer um filme de terror.

cômico seria, trágico não fosse.

sobre a saúde das vítimas

há informações, dadas pela tv record, de que a ex-namorada foi atingida na cabeça, e a amiga no rosto. eu não apostaria meu dinheiro num final feliz para essa ação desastrada da polícia.

furos e barrigas

a polícia conseguiu engambelar quase toda a imprensa, convocando uma falsa entrevista coletiva, desviando a atenção da mídia do apartamento para a ruela em frente ao conjunto habitacional. esperta, a record foi a única emissora a transmitir ao vivo a explosão na porta do apartamento e o “resgate”. as outras emissoras ficaram cordeiramente esperando a fictícia entrevista.

posteriormente, a globo conseguiu o furo de mostrar a chegada das vítimas no hospital, enquanto a record ainda mostrava a movimentação em torno do apartamento.