é chegada a hora?
tá me dando uma coceira de reformular todo esse puteiro aqui. do layout até o sistema por baixo de tudo.
só pra constar.
tá me dando uma coceira de reformular todo esse puteiro aqui. do layout até o sistema por baixo de tudo.
só pra constar.
o primeiro inferno saiu do ar por ter se tornado um muro de lamentações pessoais, que nada tinham a ver com aquilo que pretendia discutir por lá.
eu não vou ceder à tentação, novamente.
enquanto isso, escutem the go! team.
edit.
e demorou cinco horas e dezoito minutos para eu perceber que dia é hoje! estou melhorando!
eis que um canivete suíço retirou, finalmente, o parafuso recalcitrante do gabinete antigo. em menos de dois segundos.
pois bem. prometo que esse será meu último post relacionado ao antigo inferno, e por motivos que ficarão óbvios.
após o término da aventura com o parafuso ontem, consegui fazer o pc funcionar e recuperar alguns dos arquivos. estavam não num arquivo sql, como eu conjecturara, e sim num banco de dados instalado num drive que teve um windows instalado em algum momento do passado, mas não mais. pelo linux, que agora é o único sistema operacional do pc, consegui importar o banco de dados e recuperar os posts do inferno de outubro de 2003 a fevereiro de 2004. infelizmente, parece que, na ânsia de esquecer quem eu tinha sido e destruir quaisquer evidências do dramático fim do primeiro inferno, eu me sabotei e apaguei tudo que foi postado depois disso. na época, talvez tivesse parecido a coisa a certa a se fazer; hoje, eu não penso mais assim.
entretanto, esses arquivos do banco de dados estavam consideravelmente corrompidos, sendo que a maior parte dos posts estava simplesmente sem caracteres acentuados (e, por sem caracteres acentuados, eu quero dizer “gua” ao invés de “agua”). o começo do inferno, via blogger e no servidor da portland.co.uk, possivelmente está fora de alcance também, mas desses eu não me arrependo de ter perdido (o post sobre alias vai me assombrar para sempre, acreditem-me).
os arquivos que restam, do final de setembro de 2002 ao começo de outubro de 2003, foram a maior surpresa. no mesmo cd que eu havia procurado o na verdade inexistente arquivo sql, encontrei o blog todo, inteirinho, intacto. ainda mais porque na época eu usava o greymatter, um sistema que, como o blogger costumava ser antes da aquisição pelo google, gera as páginas estaticamente no servidor, sem depender de um banco de dados.
portanto, para encerrar esse pequeno ciclo inicial de posts da volta do inferno, apresento-lhes, em segunda mão, sem nenhuma espécie de censura, o primeiro inferno.
tudo que estava no greymatter está lá agora. eventualmente, vou tentar corrigir os posts do maldito wordpress e ir acrescentando lá, possivelmente trocando o layout por aquele que foi o último do inferno em seu primeiro advento.
sigamos, então, em frente, sem tanto saudosismo, que, como chocolate e canja de galinha, em excesso, faz mal.
procedi então a tentar consertar o velho pc. primeiro passo, abrir o gabinete. até aí, tudo bem. segundo passo, transportar hd’s, memórias, placas de vídeo e wireless para o gabinete antigo – assumindo que o problema estivesse na fonte, na placa-mãe ou no chip (bastante provável, dado que o único sintoma era eu apertar o botão de ligar e nada acontecer). eis que começaram os desencontros.
placas e discos rígidos estavam devidamente parafusados dentro do gabinete novo. e, quando do seu aparafusamento, tinha eu comigo um conveniente kit de ferramentas então emprestado. mais convenientemente ainda, o supracitado kit não se encontrava mais à minha disposição quando eu precisava desfazer tal aparafusamento. que fazer? ah, tarefa nenhuma é impossível para meus super-utensílios de cozinha!
continua...depois do escrito re-inaugural de ontem, bateu-me um exagerado saudosismo e uma curiosidade a respeito de onde eu teria enfiado os velhos textos do primeiro inferno. admito que cheguei até a considerar a hipótese de republicá-los, sob um tag como “há tantos anos no inferno”, antes de concluir o quão picareta isso seria.
ocorre que, fechado o antigo inferno tão de supetão, o máximo que fiz para preservar seu legado foi fazer um dump do banco de dados do servidor em um arquivo SQL e largar por aí… em algum lugar.
continua...nel mezzo del cammin di nostra vita
mi ritrovai per una selva oscura,
ché la diritta via era smarrita.(dante alighieri)
vão-se quase sete anos desde que o inferno ascendeu. ou serão mais?
confesso que não me recordo mais da data do primeiro post daquele que ainda chamava-se “o inferno é aqui”. lembro-me apenas que, logo no começo, havia um escrito comentado sobre alias, sim, a série que fez a fama de jennifer garner, que havia acabado de estrear na axn brasileira e que fazia o blog parecer-se com um site de celebridades.
ao longo do tempo, “o inferno é aqui” virou “in limbo”, voltou a ser “o inferno é aqui” e, nos seus derradeiros dias, tornou-se, finalmente, apenas o inferno. saiu do geocities para o portland.co.uk e chegou a ter um domínio próprio, o cityofdis.org. passou do blogger para o greymatter, seguiu para o b2 e enfim fixou-se no lastimável wordpress – bom, naquela época, era o que havia de menos pior. por fim, a chama extinguiu-se e o inferno retornou às profundezas em maio de 2004, após um período recheado de letras de música e escritos sentimentalóides.
all good things must come to an end. or must they?
eis que, neste 25 de setembro de 2008, o inferno volta ascender e acender-se. em sua nova versão, o inferno tornou-se velho. continua um blog (formato que conseguiu tornar-se ultrapassado após apenas nove anos de sua gênese), continua focado em textos longos, pedantes e cansativos, continua avesso a fotos e a maiúsculas. e, acima de tudo, continua pessoal.
o velho inferno agora vem em roupagem pretensamente política. o politikadroma.com nasceu como um projeto para suplantar o inferno, como um novo blog que seria abstinente de pessoalidade e só falaria sobre o outro. evidentemente, o projeto naufragou, e o domínio, registrado desde outubro de 2004, não havia servido para nada de útil até agora. o inferno volta, como era antes, como um sub-domínio, pois ser “sub” sempre foi a sua vocação.
em se tratando da tecnologia empregada, sigo minha jornada em busca do sistema de publicação ideal, e venho parar no byteflow. a escolha se deu depois de meses a fio gastos em uma procrastinação que tinha como falso objetivo construir, do zero, meu próprio sistema de publicação (embora tenha tido sucesso em construir um CMS baseado no framework turbogears, o amadorismo do resultado final serviu para colocar-me em meu devido lugar, de usuário, e não produtor, de tecnologia). o motivo primordial da decisão foi o fato de o byteflow ser escrito em python. se vai compensar futuras dores de cabeça, a ver.
muito aconteceu de maio de 2004 para cá. o brasil foi campeão do mundo, passei um ano casado, a bolha dos subprime mortgages estadunidenses finalmente estourou, eu aprendi a apreciar o futebol americano, o iphone tornou-se o jesus phone, a câmera tornou-se um acessório indispensável em um celular para mim (eu sabia), lula e w. bush reelegeram-se, eu vi a morte de perto em mais de uma circunstância e a apatia consumista – o sentido da expressão é em paralelo, não em série – da (falta de) ideologia mundial aprofundou-se. pessoas se foram (tanto metafórica quanto literalmente) e pessoas vieram. apesar de ainda jovem, eu envelheci. a cocaína não tem mais efeitos colaterais, os espelhos se quebraram, e o céu de um parque não está mais a nos testemunhar.
mas a máscara continua pegada à cara, e, à parte isso, ainda tenho em mim todos os sonhos do mundo.
fagulhas